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4 de setembro de 2016

Um Olhar Sobre: Se eu te perder, Cristina Valori.


Essa Bienal do Livro de SP me rendeu boas aquisições entre escritores nacionais que eu já conhecia e aqueles que apostei em conhecer, uma delas foi a Cristina Valori, que acompanho a um tempo pelas redes sociais, porém ainda não tinha lido seus livros. Nessa Bienal ela chegou com um novo romance intitulado “Se eu te perder” e agora você vai conferir o que eu achei desse romance

Antes de mais nada precisamos conhecer um pouco a história.
“Se eu te perder” conta a história da Laura, uma professora do jardim de infância. Laura descobre que está grávida de seu namorado e a partir daí muitas coisas acontecem. Laura se vê sozinha e perdida, com o coração despedaçado e seu melhor amigo, o cachorro Pulinho, aos poucos está morrendo devido à idade. Em meio a tantas coisas ruins Laura conhece o Dr. Diogo, um pediatra para lá de lindo e fofo, bom o resto você só vai descobrir lendo.

Antes de eu começar a contar sobre os assuntos e temas abordados no livro, gostaria de ressaltar que fui até as 4h30min dessa manhã lendo ele, porque simplesmente ele me prendeu, e digo o único autor desse gênero que me prendeu até hoje e eu sempre devoro os seus livros é o Nicholas Sparks, e bom Cris já ganhou mais uma leitora fiel. Veja é muito difícil você achar autores que abordem temas tão comuns do nosso dia a dia e consiga nos prender, muitas vezes, os livros se tornam chatos e cansativos, e “Se eu te perder” pode ser tudo, menos chato e cansativo.

Eu tenho verdadeira paixão por livros que abordem assuntos tão importantes, como amor e perdão, nesse livro a Cris tratou disso de uma forma abrangente e delicada, cada página e cena do livro tem sua dose exata de sentimentos e, por muitas vezes, nos faz pensar no verdadeiro sentido do perdão.

Laura, a personagem principal, e que narra a história, é egoísta, mimada e muitas vezes a senti fútil, mas também é só uma menina que se vê diante de uma gravidez, sozinha e abandonada. O pai de seu bebe tem problemas e a garota, quase sempre, não sabe o que fazer.

Eu não julgo a Laura, o que fazer quando nos vemos diante de situações complicadas? Quando somos quebradas, desmontadas? Como perdoar alguém que simplesmente jogou no lixo todos os anos em que viveram?

Perdão, essa é a palavra crucial do nosso livro. Cris nos leva em meio a tantas palavras a nos questionar: será que somos capazes de realmente perdoar? E o mais importante disso: o que consiste em perdoar uma pessoa?

Existe uma frase a muito tempo lida que diz o seguinte “Pedir perdão é fácil, difícil mesmo é perdoar”, e é isso que “Se eu te perder” traz para nós: a dura e árdua batalha de perdoar alguém e acima de tudo nos perdoar.


Entre duvidas e anseios da protagonista, nos deparamos com Diogo, um médico lindo, charmoso e disposto a curar as feridas de Laura, disposto a lutar por ela, porém entre tantas dúvidas da protagonista a pergunta que fica para nós leitores é: até onde podemos lutar por alguém? Qual o limite? Existe um?

A vida, o amor e o que mais envolva nosso coração e sentimentos é uma verdadeira via de mão dupla, pois, embora, amar alguém consiste em não pedir nada em troca, nós sempre esperamos e o Diogo espera até demais. Mas, quem pode julgar a Laura? Ela está ferida e com um filho sendo gerado, Fernando o pai do bebe tem problemas e a magoou, como exigir que alguém na situação da nossa protagonista seja decidida? Nenhum ser humano consegue lidar com tantas coisas.

Em um misto de dor e angustias, Laura busca a melhor forma de perdoar Fernando enquanto tenta entender seus sentimentos por Diogo. Durante todo o livro acompanhamos a jornada de uma mulher que se vê perdida dentro de si mesma e da sua vida. Laura queria todas as respostas, mas ela sabe que só as terá se as buscar e souber esperar o momento certo.

Uma personagem comum; professora, moradora de São Paulo. Com uma história comum; filha de professores, grávida, solteira e lidando com a gravidez sozinha, e é aí que mora a mágica de alguns autores, em meio a tantos livros com personagens tão sem “sal” sem personalidade, com histórias dignas de livros, Cris nos apresenta uma personagem que poderia, literalmente, ser qualquer um e transforma essa personagem o centro de uma história regada a amor, perdão e recomeços, com toda a genialidade que alguém pode dar a uma história, Cris nos presenteia com uma obra maravilhosa, digna de um filme que nos faz pensar e refletir sobre a vida.

“Se eu te perder” entra para minha lista de favoritos, e com certeza a Cris é meu Nicholas Spaks de saia, porém com uma aura iluminada e sua própria genialidade. Eu amei o livro, amei conhecer a Cris e desejo sucesso a ela!

Mai Passos G.
Autora de Sofia, redatora e editora do Blog.

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