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24 de agosto de 2016

Um olhar sobre: Percy Jackson e o Mar de Monstros.




Um olhar sobre: Percy Jackson e o Mar de Monstros.


E vamos a mais uma ventura do nosso Herói favorito, dessa vez Percy Jackson vai embarcar em uma aventura suicida com Annabeth e Tyson, a fim de salvar Grover, o sátiro, e o Acampamento Meio-Sangue, afinal o pinheiro de Thalia foi envenenado, as fronteiras mágicas estão caindo e os monstros invadindo o acampamento.

Tio Rick novamente se mostra um gênio nessa nova aventura de Percy e seus amigos, ao misturar mitologia grega na era moderna, Rick Riordan nos mostra como sua cabeça pode ser diabolicamente perfeita e astuta. Quando eu li o livro pela primeira vez e cheguei à parte em que Annabeth e Percy descobrem que para salvar o Acampamento precisa do Velocino de Ouro - sim o Velocino que Jasão roubou com a ajuda de Medéia para garantir seu direito ao trono, mas isso é outra história - voltando ao livro, eu fiquei tipo “MEU DEUS DO CÉU” porque ele pegou uma estória famosa da Mitologia Grega e pôs pra acontecer milênios depois, e o melhor de tudo? Foi quando descobri que o “Mar de Monstros” era nada mais, nada menos que o TRIANGULO DAS BERMUDAS, fiquei tipo “Meu Deus como esse homem consegue interligar tudo isso?”.

São essas coisas sobre Percy Jackson e os Olimpianos que nos viciam ainda mais, a mágica de misturar milênios de estórias uma com a outra, isso é impressionante, porém o que continua a me impressionar nos livros é a capacidade de Rick trabalhar assuntos tão importantes como família, amigos e abandono em um livro dirigido para vários os públicos. Em o Mar de Monstros temos a primeira aparição de Hermes, o deus dos ladrões, pai de Luke o traidor. Hermes que joga Percy e os amigos nessa missão com o intuito de salvar Luke.

Se aprendi uma coisa em 3 mil anos, foi a não abrir mão da família. Hermes.

Luke nos mostra um pouco mais de sua face, ele é um menino que tem ressentimentos com o pai,afinal ele foi abandonado a mercê dos monstros, viveu nas ruas e lutou todos as dias pra sobreviver. Para Luke o pai ser um deus não o exime das responsabilidades com os filhos, e na vida real é isso. Não importa o quanto o pai e até a mãe trabalhem, as dificuldades ou o que esteja acontecendo, um pai ou uma mãe jamais deve abandonar um filho, eles devem cuidar e proteger, não é obrigação e nem favor, é dever.
Em tempo Percy ganha um irmão pra lá de diferente, Tyson um Ciclope, reivindicando por Poseidon como seu filho, o que deixa Percy envergonhado, afinal Tyson é um “monstro” e as pessoas no acampamento fazem chacota dele, embora muito envergonhado Percy protege Tyson nos mostrando que família está acima de tudo, não importa se seu irmão ou irmã não seja aquilo que a sociedade acha que seja certo, somos diferentes e nosso amor não pode mudar porque a pessoa não está dentro daquilo que dizem certo ser. E Tyson é a metáfora de que o que importa é o que temos no coração, aparência, status, nada disso importa se você realmente tem caráter é disso que somos feitos.

"Ele sabe falar?"
"Eu falo. Você é bonita."

Nessa parte da série podemos identificar muitas coisas, inclusive a raiva de Percy pelo abandono do pai, o que em contra partida ao que Luke fez, mostra que não é porque você foi abandonado que precisa fazer escolhas ruins, as escolhas existem assim como o livre arbítrio e precisamos aprender a separar as coisas, infelizmente a gente nunca tem o que quer, e embora pareça ruim isso não justifica as escolhas ruins que fazemos.

 "Eu sei o que você vai dizer. Poseidon, no fim das contas, se preocupava comigo."

E por ultimo, um ponto desse livro que me chamou muito a atenção foi sobre Annabeth falar de defeitos mortais, aquela defeito que pode nos gerar problemas, no caso dela o; orgulho. E ela entende isso e sabe que pode se prejudicar muitas vezes por ser, Annabeth nos ensina que ninguém é realmente perfeito, que temos dois lados, qualidades, defeitos porém nada disso importa se você escolher fazer o bem e souber reconhecer que acima de qualquer coisa somos iguais.




Um comentário:

  1. Oi Mai,
    Esse não é o meu Percy Jackson favorito, mas gostei MUITO.
    Foi a época boa, rs. Acho que o autor exagera um pouco nessa série e cai muito nos últimos livros.
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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