Últimas Postagens

18 de agosto de 2016

Um olhar sobre: Percy Jackson e o Ladrão de Raios





Você deve estar agora nesse momento se perguntando: mas, que diabos Mai? Esse livro foi Publicado na era passada, não é lançamento!

É isso é uma verdade, a saga do Percy foi publicado há alguns anos, é um dos meu livros favoritos, e o que vou escrever aqui nada tem a ver com resenha, ou indicação. Eu gosto de escrever para que as pessoas compreendam a estória, para que possam analisar e entender porque alguns livros realmente são o que são e porque permanecem na minha estante. Até o final do ano vou reler todos os livros que enfeitam a minha estante e trazer pra vocês os motivos que os levaram a estar lá.

De certo modo, é bom saber que há deuses gregos lá fora, porque aí temos alguém para culpar quando as coisas dão errado.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios é o livro de abertura da série Percy Jackoson e os Olimpianos, é onde nós é apresentado um mundo repleto de mitologia grega, deuses, heróis e monstros.

Gosto sempre de ressaltar a maestria de Rick Riordan ao conseguir misturar todos esses elementos em uma estória, em usar contos da mitologia em seus livros. Além de nos apresentar o mundo Olimpiano na era moderna Rick criou genialmente, e nos explica o que os deuses e o Olimpo estão fazendo encima do Empire State Bulding em Nova York. Sempre digo que qualquer escritor que consiga dar uma explicação aceitável da fantasia que criou merece todos os louros.

Todos devem estar se perguntando: tá Mai, mas o que realmente te prendeu ao livro? A resposta mágica pra isso respondo em apenas uma palavra: LEADADE, que é a minha palavra favorita em todo o mundo. Percy ou Perseu, sendo esse último seu nome verdadeiro, é um menino de 12 anos que descobre ser filho de Poseidon, o deus dos oceanos, mar, terremotos. Um dia ele esta na escola e no outro se vê num acampamento lotado de meio-sangues, e quando começa a tomar realidade do que está acontecendo ele sai em uma missão, suicida, para o Mundo Inferior, atrás de sua mãe que está refém de Hades. Nessa aventura sem cabimento, Percy leva consigo seu fiel amigo: Grover, o sátiro que o protegeu, e Annabeth filha de Atena.

Durante toda  a jornada atrás do Raio Mestre de Zeus, que foi roubado e o Senhor do Olimpo acha que foi Percy quem roubou, muitas coisas acontecem, mas, a mais marcante foi quando Percy precisou escolher entre sua mãe e seus amigos, e ele escolheu os amigos. Não, ele amava a mãe mais que tudo, mas sabia também que ela jamais o perdoaria se tivesse deixado Grover e Annabeth a mercê de Hades, porque é isso que Percy faz o tempo todo, ele protege quem ama, sacrifica.

Tá ai uma das formulas de sucesso do Tio Rick, usar sentimentos primitivos, e que a humanidade desconhece, para dar embasamento a sua estória. Lealdade é uma das maiores qualidades que um ser humano pode ter, mas pode ser mortal, e mesmo sabendo disso Percy arrisca tudo para salvar os seus.

"O que quer que ainda faça, saiba que você é meu. Você é um verdadeiro filho do deus do mar."

Vale ressaltar também que o sentimento de mágoa com o Pai é um outro ponto forte do livro. Rick aborda o abandono, muitas vezes, sofrida por diversas crianças, e muitos se identificam com isso. Acredito muito que seja isso o que faz desse livro ser tão magicamente viciante, embora fale sobre coisas que não existam – ou sim, né? – ele te mostra formas de como abordar assuntos tão discutíveis hoje em dia, não é apenas uma estória de Herói, é uma discussão sobre amor, perdão, lealdade e amizade e até onde estamos dispostos a ir para proteger quem amamos, ou salvar a humanidade.

“Só porque você não me via, não quer dizer que eu não estava com você.”

Se você ainda não leu, leia! Vai se apaixonar <3


Nenhum comentário:

Postar um comentário