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26 de janeiro de 2016

Serie da Semana - Making a Murderer





Making a Muderer.


A nova serie documental da Netflix chega para arrastar multidões que se perguntam: INOCENTE OU CULPADO? E para pôr em cheque o sistema Judiciário norte-americano.

A série narra a história real de Steven Avery, cidadão da cidade de Manitowoc no estado norte-americano de Winsconsin. Em 1985 Steven Avery, foi condenado por agressão sexual pelo Judiciário, um crime que em 2003, através de um exame de DNA ele não cometeu, sendo assim solto. 
Steven passou 18 anos na prisão por um erro da justiça, foi julgado, condenado e pagou por um crime que nunca cometeu.
A Netflix em pareceria com as criadoras do documentário, Moira Demos e Laura Ricciardi, produziram a série em 10 emocionantes capítulos, a saída de Steven da prisão, até seu retorno em 2005, acusado da morte da fotografa Teresa Helbach.
Assisti o seriado, entre um intervalo e outro das minhas tarefas diárias, em duas semanas. Foi um dos poucos seriados, que mesmo curiosa, me exigiu não só atenção, mas a necessidade de assistir com calma para entender cada capítulo e escolher um lado.
Eu escolhi a inocência de Avery.
Durante os capítulos iniciais da investigação sobre o desaparecimento e a morte de Teresa Helbach, cheguei a pensar que Steve era realmente culpado, pensei comigo como alguém poderia ter feito aquilo. Pensei isso por um bom tempo, e tentei entender o que se passou na cabeça dela para fazer o que fez, até chegar nos capítulos do julgamento e poder perceber algumas coisas sobre depoimentos e provas que foram apresentadas pela acusação.
1º Toda a teoria da acusação sobre a morte da Teresa foi criado em cima do primeiro depoimento de Brendan Dassey, ao qual ele dizia que após terem estuprado a vítima, ele e Steven teriam cortado a garganta da vítima no quarto de Steven onde ela estava supostamente amarrada. A pergunta que não quer calar: porque nunca foi encontrado resquícios ou pingos de sangue no quarto, colchão, carpete do quarto do Steven? Nem no corredor, ou em qualquer outra parte da casa? E nem na garagem?
2º Porque a chave só foi encontrada dias depois, sendo que o local onde ela estava era muito fácil de ver?
3º Porque o colega de quarto de Teresa só notou a falta dela três dias após o seu sumiço?
4º Porque Laboratorio Fonrense do FBI se envolveu na investigação de um crime que pertencia a esfera estadual, sendo, que em nenhum momento Policial algum foi acusado de algo?
5º porque aceitar o exame de EDTA, sendo que uma química afirmou ser impossível achar a substância no sangue, sendo que não existia um exame exato para isso, pois, nunca foi feito algo desse tipo?
6º como ignorar o fato de que o tubo onde havia sangue do Steven do caso de 1985 teve o lacre rompido e havia um furo de seringa na ponta do mesmo?
7º Como Brendan não foi inocentado, após, ficar comprovado que seu primeiro advogado estava jogando com a acusação?
8º como aceitar que um rapaz de 17 anos seja ouvido pelos investigadores sem um advogado ou a autorização da mãe?
9º como acreditaram em uma menina de 15 anos, que sabia que o primo tinha problemas de entendimento e realidade?
10º como acusar, julgar e condenar uma pessoa com provas inconsistentes, com investigações cheia de falhas e aceitar no júri pessoas que estavam relacionadas a polícia de Manitowoc que na época da segunda prisão de Steven respondiam processo por terem prendido e acusado Steven erroneamente?
Além das diversas perguntas que a serie nos deixa, há os diversos depoimentos e controvérsias durante a investigação da morte de Teresa, afinal a Polícia do Condado de Manitowoc onde ocorreu o crime, respondia na justiça pela prisão de Avery em 1985, um processo indenizatório de 36 milhões de dólares, e por incompatibilidade de interesses a Polícia do Condado de Caumult foi direcionada assumir as investigações. Porém por diversas vezes, os detetives Lenk e Calboat estiveram metidos na investigação que eles nem deveriam estar.
A Netflix arrasou nesse documentário, me deixou curiosa e muito indignada com o que aconteceu com Steven e Brendan. Se você não assistiu, então corre lá que ainda dá tempo de ver e escolher um lado.



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